pensamento 66
Pensamento do dia
Nos lugares mais recônditos do nosso ser temos uma alma, uma alma que faz parte de nós, nos obriga a pensar, agir, comportar das mais diferentes formas e a mistificar pela descodificação o nosso parecer em relação a nós
Conta a história que uma alma do universo estava dissipada e absorvida na mais longínqua distância de nós, em plena desintegração da energia e acomodada a encontrar um pouco de substrato ou matéria orgânica para a habitar… essa alma encontrou a sua irmã gémea, algures no mais fundo de uma pessoa… essa pessoa chamava-se Juniperus e sai o conto daqui…
Juniperus- Reginaldo, algures na tua essência factual, na tua inocência, no que te dá alegria e prazer, sofrimento e saturação tem revelado o que tu és e do que fazes parte, um mundo só teu, inatingível por mais ninguém e que te dá o sabor para a tua jornada que começou desde que tu te conheces como humano…
Reginaldo- de que forma pôs as tuas ordens de ideia? Não sou mais que um sonhador que anseia simplesmente ser uma pessoa autónoma na vida e praticável dos meus instintos… sou o que sou e não quero a achega dos teus conselhos em relação ao meu perfil e á maneira de me constituir fazendo parte do mesmo mundo que tu…
Juniperus- Mais que a derivação que eu te possa incutir, essa forma de dispersão, activação do barulho e descoordenação de ti, mais que a conceptualização e tua interpretação, só se realiza alguma coisa se quiseres muito essa coisa, transforma-la na prática o teor da tua alma
Reginaldo- È deveras desesperante a amplitude e ampliação que fazes ocultamente, mas sem demoras no que respeita á tua interpretação existencialista, transmites tudo de bom e tudo de mau sem rancor, despreocupadamente e talvez de uma maneira subversiva tudo o que transformas e que…
Juniperus- Pára, não te consigo apoiar nos teus desejos, caprichos e engrenar-te em objectivares sobre uma só conduta que te leve a conhecer o outro ser que há em ti
Reginaldo- Preparação está ainda muito longe da tua procura incessante da verdade
Juniperus- a alma que eu cultivo em mim não deixa que transpareça a minha vicissitude em relação ao nada, ao vazio, ao sentimentalismo despravado e á unificação tua e para ti como uma pessoa, vulgo indivíduo
Reginaldo- A parecencia e a absorvitividade de que tu falas não transmite o que realmente sentes, pois não?
Juniperus- O que sinto não é mais que um crepúsculo químico que se evapora e me torna a habitar, um átomo que ocupa toda a matéria
É disso que somos feitos, átomos, energia e sentimentalismos despravados, consonâncias medonhas , e pieguice, qual não é a pessoa simples e piegas que não ama?
Eu consigo ter competência para amar…

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