quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Lágrimas salgadas

Aqui estou eu
Resoluto dos meus pensamentos
Entremeios avanço
Nesta pitagórica vida
Neste mundo de momentos
Solidões altivas
Recebendo a vigoração
De mais uma etapa ganha
Choro os meus sentimentos
Aldoar receber conquerer
Estamos nesta vida
Para a desgostarmos
Por breves momentos
Por breves momentos

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

"Esta é só uma noite para comemorar"

MAFALDA VEIGA




Esta é só uma noite para partilhar

qualquer coisa que ainda podemos guardar cá dentro

um lugar a salvo

Para onde correr

Quando nada bate certo

E se fica a céu aberto

Sem saber o que fazer

Esta é uma noite para comemorar

Qualquer coisa que ainda podemos salvar do tempo

um lugar para nós

onde demorar

Quando nada faz sentido

E se fica mais perdido

e se anceia pelo abraço de um amigo

Esta é só uma noite para me vingar

do que a vida foi fazendo sem nos avisar

foi-se acumulando em fotografias

em distâncias e saudades

Numa dor que nunca acaba

e faz transbordar os dias

Esta é uma noite para me lembrar

Que há qualquer coisa infinita como um firmamento

Um sorriso, um abraço

Que transcende o tempo

e ter medo como dantes

de acordar a meio da noite

a precisar de um regaço



Esta é só uma noite para partilhar

Qualquer coisa que ainda podemos guardar cá dentro

Um lugar a salvo

Para onde correr

Quando nada bate certo

E se fica a céu aberto

Sem saber o que fazer

Esta é uma noite para comemorar

Qualquer coisa que ainda podemos salvar do tempo

Um lugar para nós

Onde demorar

Quando nada faz sentido

E se fica mais perdido

e se anceia pelo abraço de um amigo

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Sem assunto

Reclinado na minha coifa, vou pensando ao ouvir o que mais clássico não é, as convergências auguram inimizades e angustias… reviro-me e tento pensar noutro… o que atrai é o saber que estou longe mas muito perto de congregar vários pensamentos num só… e de sua importância também… já não vislumbro os dias mais baixos dos mais altos… pelo sim pelo não recomponho-me… atitudes por mim convidativas de regressar a estados nunca antes dispostos nas suas posições… faço um roteiro turístico pela minha mente e vejo que não cumpri o código de estrada… enfiei-me num entrosamento em que o sentido é único e contrário ao meu… não assentei carrosséis e continuei mesmo sabendo do perigo… felizmente não veio nenhum carro no sentido certo e eu atravessei… agora depois de passar esse perigo vejo… que se pensasse mais rápido teria cumprido com segurança… é intensa esta maneira de se circular na estrada… e silenciosa também… passado o incidente… penso… estarei eu ciente de que já não há lugar para se não andar em baixo? Nem se dispõe da desordem de se poder dizer… não posso andar em baixo de forma?