Pobreza-destreza
Pensamento do dia
As duas margens…
Margem sul… um conjunto de casas nobres, grandes jardins, a cor, a beleza a segurança a riqueza está nessa margem… como em tudo não é espelho dessa margem a situação da outra margem… casas amontoadas, sem licença, barracas, pessoas que não vivem, sobrevivem, o mau cheiro é nauseabundo, pois as pessoas defecam mesmo nas ruas cheias de poeiras, grandes bairros degradados e mesmo barracas… o mundo é mesmo assim, separado pela água de um rio, demarcação do binómio PobrezaVs Riqueza, na margem sul, abundam pessoas bem aperaltadas, grandes explanadas cheias de veraneantes, turistas que largam o cacau todo e que fazem com que as diferenças entre as duas margens sejam maiores e mais distantes… Álvaro Campos, o heterónimo de Fernando Pessoa assim o relata num poema “As duas margens” que é a amostra do mundo em que vivemos, uns com tanto outros com nada, se é justiça, não o sei! O que é real é que essa forma de ver é um tipo de amostra do mundo em que vivemos, separativos entre as possibilidades económicas das pessoas de ambas as margens… os governantes deixam essa imagem num zoom muito bem afunilado, as pessoas não ficam felizes ao verem a degradação imposta para uns e não para todos, devemos olhar para esse espaço e pensá-lo… que as pessoas que saiem dos seus países e que procuram uma qualidade de vida um pouco melhor, vêem e montam a sua vida nessas barracas… deixam a tristeza aos próprios e aos da outra margem, tudo bem á vista… como poderemos aceitar tudo isso, quando as pessoas não querem ver a facilitação, imigrantes e refugiados, aí criam algum espaço que nunca é dos próprios, nem de ninguém… é assim a vida… temos que aceitá-la mais ou menos a reivindicar o que é das milícias, da falta de educação, insegurança, destituição e ninguém recenseado… será que o nosso país está perto do topo dos que são leigos ou será um país onde uns mamam mais que outros e está a ser mal gerido para as minorias étnicas… tudo são leis e não o podemos apagar da nossa visão, apenas olhar para uma das margens apenas, para nos sentirmos na pele dessas pessoas, porque há pessoas com dificuldades e outras com a auto estima de não caírem no dia a dia, pois olham de frente para a margem que têm á frente dos olhos

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