segunda-feira, 30 de abril de 2007

pensamento 54

Pensamento do dia
Ao avistar carne fresca, Grenouild pôs-se a tirar as medidas para o encaixar na carne… vislumbrou uma presa de raça, loura, de olhos verdes e busto bem conservado… foi andando em direcção a ela e a cada passo que dava naquela direcção surgia-lhe a preceito a imaginação, para uma melhor abordagem… chegou-se a um metro da presa e a manada de carne que fomentava aquele espaço, lançou o boato... fujam, fujam, fujam… predador ás 5 horas com expressão de que já não come á 8 dias… as forças do predador falhavam, mas o desejo de descarnar a carne, de a mordiscar e de a mastigar era louco… as hienas balsâmicas que por ali proliferavam a rapar a ervinha com o sossego de calmia que era o conforto de apanhar os primeiros raios de sol e de encher o odre, e em busca de fazer o que habitual fazia era muita… o predador sorrateiro, matreiro e subtil foi-se aproximando cada vez mais… a energia daquela carne deixara de ser monótona e transformara-se em apreensiva… nem assim escapou aos avanços do predador… a manada já corria a olhos nunca vistos e a pobre da presa, estática no mesmo sitio e receosa do que estava para se dar….
O predador, aproximou-se, encostou o nariz á sua pelagem e cheirou… um cheiro profundo ele inalou e a sua vontade ao mesmo tempo se exasperou… não era aquela peça de carne que ele queria, pois o bicho saudável foge ao primeiro impulso ao avistar o predador… ele então teve que se contentar em ir para a sua zona geográfica demarcada e desenterrar os ossinhos que ficaram de reserva para fenómenos de alimentação como o deste predador… o espertar daquele animal subiu ao nível da contentação, por não conseguir alimentar se da carne fresca e roturar o armazenamento de comida que tinha guardado para a época de menor sorte

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