Pensamento 47
Pensamento do dia
Como um astuto perfumista, o que interessa é conhecer os cheiros como conhecer o nosso próprio corpo desnudado, não propormos conceitos nominais para um cheiro ou sequer conhecê-lo pelo nome que outros lhes deram quando os trabalharam, nunca deixando de os conhecer profundamente parcial pelo odor que emanam… mais que isso é experimenta-los e misturá-los para que se ache o exilir benigno e estimulante que as outras pessoas se apercebem quando estão perto do perfumista… o dogma principal e o que sobressai da leveza do perfume, da frescura que ele leva ou mesmo do densidade que se traduz na intensidade de uma gota caída no nosso corpo e que se revela constante por longas e demoradas horas… a receita ninguém a tem, pois um perfume nunca sai á primeira e o seu produto final também nunca é esclarecedor para um delicado homem que transporta o dom de não sair nunca um perfume esclarecedor para poder ser usado por todas as pessoas, pois não se usam medidas quantificáveis, nem um protocolo estrito para se conseguir uma essência igualita á que se tenta fazer de réplica… o original nunca é feito mais que uma vez… o bálsamo que nos ilumina e dá um cheiro próprio de cada um, que é procurado, mas que nunca se chega a alcançar… pois tudo depende da extracçaõ do que se quiser retirar para se juntar a outras essências para se obter o resultado esperado…. Uma essência é subconjunto de outra… para se produzir uma mistura que seja adequada para uma certa pessoa, é dá-la a conhecer essa essência e ela própria a avaliar e fazer dela referência do seu uso abusado ou levemente introduzida… retira-se então que a personalidade de uma pessoa se revela a partir do perfume que utiliza e de toda a simples alma que está próxima desse perfume

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