sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Reflexões


Reflexão do dia
23h, uma segunda feira chuvosa, hoje pelas 10.30h da manhã um grande tremor de terra, sendo dado consumado que nesta localidade, Évora, não há esses manifestos da natureza com grande frequência, dizem quem viu o partilhar de informação que chegou á escala de 6.0 na escala de mercali, eu senti… e foi um bocado, abruptamente a forma como o senti, a cama tremeu, senti grandes energias entrar em mim, ou talvez reflexo do barulho ensurdecedor que veio acompanhado do fenómeno… durante o resto do dia chuva fina e calor intenso, talvez fruto do tremor ter mexido com a temperatura interna do interior do solo…
de repente pela tarde calorosa, cruzei-me com um tipo com que passei uma parte grande e ao mesmo tempo reduzida da minha vivência… outro fenómeno… que faz um portuense numa cidade alentejana, se tripeiros não se dão bem em terras do Alentejo e o recíproco… ah!!! tava a cooperar com uma associação de protecção e acolhimento de pessoas desfavorecidas… foi bom vê-lo… para além de estar menos de 30 segundos a falar com ele… talvez nunca nos tivéssemos dado bem ou o reduto de ele pertencer a grupos diferentes… Foi um chocar de fenómenos, hoje,… acho que quando me deitar vou sentir me bem… Só sabendo… são neste momento 23.07h
ao encontrar-me com tantos fenómenos juntos lembrei-me de escrever sobe a robótica e a evolução humana… que de tanto replico a cada momento da minha vida, seja a falar, a escrever, ou redundantemente na simplicidade do pensar…
a robótica está inerente á evolução da compreensão humana… não fossemos nós mais parecidos com computadores do que simples animais, macacos talvez os que mais se aproximam ao homem, mas não há vaidade humana… digo que somos inteiramente máquinas não pensássemos e armazenássemos informação como os computadores… nós mexemos com eles, introduzimos-lhes informação, no processo humano dá se o input (e armazenamento de informação na mesma) através da aprendizagem captada pelos nossos sentidos e armazenada no nosso córtex cerebral… a informação tá lá e fazermo-la virar a coisa, algo presente, basta a gravarmos, aquando do input, e repetirmo-la algumas vezes durante um certo intervalo de tempo…
O tempo dos robôs chegou!!! A tecnologia veio comandar as nossa maneira de agir de pensar, de olharmos para a vida de uma moda diferente que era anteriormente, não sei, nem consigo imaginar até onde pode chegar… Certo é, que ao olharmos para o funcionamento de uma máquina, podemos pensá-la como existente já desde o aparecimento dos seres humanos racionais e mesmo irracionais… como referi anteriormente, e de salientar o funcionamento da cabeça de uma pessoa não é mais que um processador de um computador, o ecrã, a nossa imagem exterior, e o teclado a ferramenta para introduzir dados que é equiparada aos nossos 5 sentidos, o toque, o olhar, o olfacto, o ouvido, captam, o nosso processador armazena e a procura dos ficheiros depende da marca do computador, da estabilidade, fortaleza e da velocidade do processador… podemos então ter uma visão assim, pois se nos ensinam que um estimulo, a resposta a um estimulo e o potencial de acção que se dá (hiper/despolarização) é um fenómeno muito semelhante ao de um circuito eléctrico… arranjamos sempre modelos de comparação do que se passa com a nossa fisiologia, o nosso comportamento, para podermos construir as máquinas derivadas da questão… E se a imaginação não tiver fim, a nossa construção de meios de comunicação, mobilidade, e manutenção for revista na nossa mente e a adequarem a simulações primeiras de automodelismos, se resultar>? Não a irão adequar massivamente em aplicações práticas? E isso levará a uma evolução divergente, convergente ou derivada da questão? E não o é um computador configurado para ter definições permanentes, base de dados em larga escala e uma configuração feita para não errar assim a um grau de confiança muito elevado? È essa a essência (mais uma) humana, é o saber errar e actualizar as definições para nos levar a produzir máquinas mais evoluídas, não ganhou uma máquina a Kasparov num jogo de xadrez? Com o desenvolver das categóricas máquinas de que falo, não estaremos nós, pessoas a cavar a nossa própria cova? Não o é difícil de reflexão, é mais que óbvio, construirmos máquinas cada vez mais perfeitas, grau de erro baixo e taxas de perigosidade elevadas…é assim o nosso rumo… nada podemos fazer/reagir para travá-lo…

12-02-07

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