Sobre a Temporaneidade

Se vivessemos eternamente, se os orvalhos de Adashino nunca se dissipassem, se o fumo crematório sobre o Toribeyama nunca se dissipasse, os homens mal se apereberiam da bondade das coisas. A beleza da vida ta na sua temporaneidade. O homem e, de todas as coisas vivas, a que vive mais tempo (...) e ate mesmo um ano vivido em tranquilidade parece muito longo. Se, no entanto, fosse para amar o mundo, um milhar de anos esbatia-se como o sonho de uma noite.
Kenko Yoshida, Essays in Idleness

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