terça-feira, 11 de setembro de 2007

Produzir

Pensamento do dia
Ao som dos arrufos dos tambores, acordo para cada dia com uma vontade avassaladora de produzir qualquer coisa, ocupar o meu tempo, viver o raiar do sol e propor-me a cumprir objectivos que delineio no momento, mais de que um ritual matinal é uma terapia aprendida que me propus a realizar para não me deixar cair no degelo escorregadio e frio que me incomodou em tempos, agora tudo é diferente… a minha cara está diferente, a minha voz, o meu corpo marcado e a reprodução do que quero integrar em mim, visito lugares no sono e penso neles ao acordar, canto, danço, faço o pino e invoco a manhã para começar a levar o dia com calma e preserverança, datado pelo tipo de lua a que se apresenta em mim a cada noite interior… como as vagas dos mares e as ondas que rebentam na costa, de novo é mais um dia novo que atravesso no impasse da vida… costumo dizer que o inicio da manhã é o que nos transporta para o resto do dia, costumo dizer que antes pensava num gráfico tipo parábola em que têm o seu pico ao meio dia e com altos e baixos na vida… o almoço intervalado e que relaciono também o jantar como uma marca interface do fim do dia… porque a noite e a manhã só têm transfronteira entre o escuro e a luminosidade, o fim do dia é o interlúdio de um nível estatual casual e pontual com o que se chama de envelhecimento precoce do dia e o levantar da lua, da penumbra que me qualifica os dias e do raiante que me faz acordar…

Sem comentários: