terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Oh caloirinha

Oh caloirinha
Vieste tu de tão longe
Abraçar este Alentejo moroso
Ao chegares encontraste a elegância dum povo
Trabalhador e lutador
Critico e fantasiísta
Renascido da mais belas espigas
Maduras e sadias
Destes campus intocáveis

Abraçaste esta vida
Vida boémia de estudante
Com garra e pujança
Mas nunca deixaste…
O olhar atento
De quem tem algo mais para ver
As edificações e capelinhas
As lapelas e a burguesia

As gentes te aceitaram
como eterna moura
e tu… conseguiste idealizar
a tua vida que já era risonha
nesta triste melancolia
de um enterdecer
nesta vila alentejana

Com esforço e bondade
Aceitaste o que havia para oferecer
Não era oiro nem prata
Nem papoilas nem jasmim
Muito menos querebim
Era, era, era
O caminhar destas calçadas
Gastas pelo tempo
De gentes que por aqui passaram
E muito deixaram
Ás nossas gerações
Emoções e garantia
De que ao abalares deste Alentejo
De canudo na mão
Amigos em perpectua união
Que levas no coração
Para o resto da vida

A saudade já paira no ar
Aproveita os momentos com paixão
O entendimento e a amizade
Em plena felicidade

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