sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Horas rubras

O vento para lá corre
A corte de um furacão
Entra, vê e passa
Sem nunca se interessar
Do próximo a arrancar

A felicidade desta vida
Não está nos que vêem
Não está nos que ouvem
Nem nos que sentem
Mas naqueles em cada
Entrosamento invocam
O temperar
Do clima azedo
E do frio a enregelar

A cidade já fascina
Ao erguer mais um
Encontrar o gelo frio
E o contentamento
Das horas a avançar
Para progresso
De mais um dia

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