Incrédulo
Até que a voz me falhe, vou cantar, até que o corpo se canse vou dançar, vou criar, vou fazer, realizar o que nunca ninguém realizou, vou pretender de mim uma postura positiva, não vou ligar a interrogações, vou-me ocupar com coisas ás quais por cabeça alguma passará, vou ressurgir novamente e olhar para o novo mundo como uma área tropical, com um microclima rochoso e condensado, algo mesmo assim paradisíaco e vou olhar á volta e ver as quantas maravilhas que me rodeiam, vou dar assim alguma credibilidade ao que vejo e ser realista, que coisas formidáveis que aqui se encontraram… e quando estamos mais em baixo, mais desiludidos e sem dar algum rancor aquilo que se assemelha a nós, vou criar um modelo dessa paisagem e metê-la bem fechadinha dentro de quatro paredes de vidro e pou-la no santuário do meu quarto, e quando me sentir infeliz, vou olhar-te e viver o que vivi nesse dia e pensar que quando estamos mais desiludidos connosco e com as coisas, as coisas vão surgir novamente, não no espaço, mas sim no tempo

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